VITAL FARIAS

VITAL FARIAS

sábado, 23 de julho de 2011

ATRASO PROGRAMADO”!

Por: Vital Farias.

As Revoluções no mundo, sempre acontecem tardiamente.!


OS  REVOLUCIONÁRIOS, que por sorte, as venham  praticar, terão  a sensação do dever e da transformação a frente do seu tempo!!.!
No entanto, elas trarão  uma grandeza absurdamente renovadora e requer deles(os revolucionários) a coesão entre a Teoria Revolucionária e o DISTANCIAMENTO da Prática.!!
Para deixar apenas, uma comparação,subliminar:É como se fosse na Prática; O Desenhista que projeta o edifício e o TRABALHADOR que senta os Tijolos e a Argamassa um a um.!!

O que  se dá nos Regimes ,pseudo- Democráticos no mundo, são de uma capacidade de POSTERGAÇÃO, Infinita.!!,tirando muitas vezes do Homem Revolucionário,a PACIÊNCIA E O DESVELO Necessários para o momento EXATO  do TRANSFORMAR.;!!
Por  isso, seria necessário ao transformador ou aos transformadores(homens revolucionários) a capacidade e o discernimento necessários para a explosão do(s) acontecimentos sócio-politicos-culturais>!!A hora “H”.!!
Se valerem dos conhecimentos que são essenciais, para junto a MASSA,levarem “a cabo “ o minuto exato da deflagração de um novo momento que se fará a partir dali,! E, o não mais ser possível o retorno do )(s) inimigos do novo poder que se instalará sem Mais delongas nem fanfarras.!
O Inimigo Publico  na verdade, (os mandatários do poder no mundo capitalista)
é um grande conhecedor da prática do Postergar;Para que as massas(principalmente) no mundo atual com os MCMs(meios de comunicação de massas,rádios,tvs,Jornais,Internet etc) cada vez mais, se juntem as NOVAS,(Internet,Rádios,Tvs,Jornais,Programas de relacionamentos,face-book,entre outros, E a Irradiação Televisiva das Seleções dos Jogos de  Futebol  em todos os recantos do  Planeta, com Copas do Mundo, Campeonatos intermináveis que as populações deserdadas do mundo Inteiro, se juntam   AS NOVAS ILUSÕES, para LUDIBRIAR  os flagelados  do mundo inteiro criando a sensação de VITÓRIA (por isso em seguida sempre vem o “quebra –quebra” e as mortes dentro e fora dos  ESTÁDIOS,”.!!(é quando os espectadores caem na Real)
Tudo isso é uma forma de postergar a VERDADE,  para não acontecer a transformação.!!
O SISTEMA Capitalista cruel e sanguinário patrocinado pelos EE:UU e seus acompanhantes,(hoje em plena decadência) praticam o que eu chamo há mais de décadas de:
                       ATRASO PROGRAMADO

OS Paises de terceiro ou quinto mundos, sujeitos que são ás suas políticas;Obrigado por vezes,,  a caminhos sinuosos  e suicidas.!(vide práticas,no Haiti,e em muitos Paises do continente Africano entre muitos outros.!!)
 Só para relembrar  rapidamente, as Ditaduras, no Brasil(1964) Paraguai,Chile,Argentina,Uruguai,  etc.!! Que  em nome de DEMOCRACIA, promovem em todos os recantos onde eles se instalam,com suas Garras Assassinas. Tirando  a fé na grandeza da vida.!Relembro aos nobres leitores e/ou internautas: Que, quem inventou SADAM ROUSSEM, E OZAMA BIN LADEN,FORAM OS ESTADOS UNIDOS.! Só agora, Para se desfazerem deles OS EE:UU: tiveram que eliminá-los.>!
                             CONCLUSÃO.
O que fica na mente aguda da minha alma, é que essas forças REACIONÁRIAS E ANTI-POVO, jamais poderão tirar da nossa mente nem daqueles que usam a grandeza do viver em abundância, a capacidade de ARQUITETAR  na infinitude da vida, o verdadeiro AMOR que com certeza habitará no seio da nova Humanidade.!
QUE  LEVEM,QUE ROUBEM TUDO O QUE ELES SEMPRE NOS TIRAM, NOS ROUBAM>!!.
PORÉM, O QUE JAMAIS ELES PODERÃO roubar de NÓS´. SÃO OS NOSSOS SONHOS.!
ESSES, ESTARÃO GUARDADOS NA ALMA DO NOSSO FUTURO.!!
ISSO ELES JAMAIS PODERÃO NOS ROUBAR.!!

Só depois que pescarem o último peixe,só depois de envenenar as águas do último Rio,só depois de derrubarem a última Arvore,O HOMEM DESCOBRIRÁ QUE: DINHEIRO NÃO SE COME.!!!(DOS Indios da Amazônia)

“Louvada seja, a Grandeza dos VENTOS  que sopram PARA O  INFINITO, sem obedecerem aos comandos do BICHO HOMEM.!!”

Vital Farias
http://www.paraibanews.com/v2008/wp-content/uploads/2008/01/vital-farias-170.jpg

quinta-feira, 21 de julho de 2011

"O HOMEM QUE VIROU SUCO"-FILME EM QUE VITAL FARIAS, PARTICIPOU COMO ATOR E FEZ A TRILHA SONORA!

http://3.bp.blogspot.com/_Smt1GCdtdrU/S_7bSZyBYnI/AAAAAAAAAIg/phDlpv9fI3s/s1600/capa_Homem+q+virou+suco_v4.jpg
Ficha Técnica de O Homem Que Virou Suco SINOPSE: Cantor de cordel é confundido pela polícia de São Paulo com operário que esfaqueou o patrão. Bem-humorado e inteligente estudo sobre a classe operária. Medalha de Ouro no Festival de Moscou, o filme abriu as portas do Leste europeu para o cinema brasileiro.  

ORIGINAL: O Homem Que Virou Suco (1981)
TAGS: drama, filme premiado, nordestino, poeta popular, sp, 
FALA: "É a história de todo nordestino. Do cara que chega em São Paulo, trabalha, luta e acaba passando fome e virando suco de laranja."
DIRETOR: João Batista de Andrade
ROTEIRISTA: João Batista de Andrade
TRILHA: Vital Farias
ATORES:

Aldo Bueno
 

Rafael de Carvalho
 

Denoy de Oliveira
 

Dominguinhos
 

José Dumont
 

Vital Farias
 

Barros Freire
 

Renato Master
 

ATRIZES:

Ruthinéa de Moraes
 

Célia Maracajá
 

Ruth Escobar

O homem que virou suco
Bem, antes tarde do que nunca. Eis que venho para falar dele, de um homem que saiu de sua terra natal, mais precisamente da Paraíba, em busca de novas oportunidades de vida na grande e frenética cidade de São Paulo. A princípio parece ser mais uma história comum, ao tratar sobre a migração dos nordestinos para cidades metropolitanas, entretanto, o filme que foi lançado no início dos anos 80, pelo diretor João Batista de Andrade, está intimamente envolvido com o contexto político turbulento que o Brasil se encontrava. Seria até superficial falar do filme e não fazer nenhuma referência histórica da época que percorre vários momentos críticos do personagem Deraldo (interpretado por José Dumont).


Por este mesmo fator, o filme de João Batista teve no início uma certa resistência para a exibição televisiva. Já que expõe reflexões sobre questões do drama político e social da época. Que iniciava a retomada de grandes manifestações do povo pelos direitos humanos, da quebra do silêncio que multidões conquistavam no rompimento da ditadura militar marcados principalmente com as greves dos trabalhadores de grandes metalúrgicas e de indústrias da construção civil, além do marco do movimento das Diretas Já.

De fato a década de 80 já começava borbulhando transformações marcantes na vida de muitos brasileiros. E contextualizando a obra do filme nesse cenário tumultuado é que João Batista insere a história de Deraldo, que sai da suas origens nordestinas com o sonho de ser um poeta, mas é a todo instante pressionado  pela sociedade a ter um trabalho para provar que é um cidadão útil. Ao mesmo tempo em que ele é cobrado, também tem que conviver com a exploração de mão-de-obra, a discriminação e o descaso da sociedade.


Nesse mesmo ponto podemos perceber o choque cultural e a pressão do sistema capitalista sobre a condição de muitos brasileiros que por questões menos favorecidas e sem muita escolha, tinham que se submeter a subempregos para expremer todo o "sumo" até virar suco para saciar a sede dos grandes e poderosos "senhores do capital". Mas se formos analisar bem, mesmo com melhorias nos direitos de trabalho, esse tipo de situação ainda não se desfez totalmente. 


Além dessas questões políticas e culturais, Deraldo tem que se livrar de outra complicação, a de ser confundido com um outro nordestino que migrou para São Paulo e matou o seu chefe em um evento de premiação aos operários. Mas não é de grande valor contar todo o desenrolar do filme, apesar que em alguns momentos as cenas terem rupturas repentinas, com uma linguagem cinematográfica que lembra documentário (por ter sido filmado a maior parte com câmera na mão), onde o personagem aparece e desaparece bruscamente em cenários diferentes, vale a pena assistir considerando que se trata de um filme que concentra em um personagem até então comum vários acontecimentos de relevância crítica e reflexiva sobre a política, o preconceito e a luta pela liberdade de expressão do povo brasileiro.
Premiações:

- Medalha de Ouro (Melhor Filme) no Festival Internacional de Moscou 1981
- Festival de Gramado 1981: Melhor Roteiro, Melhor Ator, Melhor Ator Codjuvante
- Festival de Brasília 1980: Melhor Ator
- Festival Internacional de Huelva (Espanha) 1981: Melhor Ator
- Prêmio Mérito Humanitário (Juventude Soviética - Moscou) 1981
- Festival de Nevers (França) 1983: Melhor Filme, Prêmio da Crítica
- Prêmio Qualidade Concine 1983 (Brasil)
- Prêmio São Saruê, concedido pela Federação dos Cineclubes do Rio de Janeiro 1983

O filme também conta com a participação especial de Dominguinhos e Vital Farias, ambos de grande valor para a música popular brasileira.


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FOTO ACIMA>VITAL FARIAS E DOMINGUINHOS, cenas do filme!

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era uma vez um homem que não tinha identidade e então foi confundido com um meliante foragido cido que esfaqueou o patrão

nada demais nada demenos
apernas mais um homem no gigante enorme
são paulo comendo e regurgitando vidas incontáveis em incontáveis momentos

olho os passantes enquanto espero a proxima parte do discurso do método
quantos métodos para cada instância
e quantas intâncias, infinitas a cada parada de pensamento
não há mais substância, não há forma
há padrão de movimento, mas há também um espaço pequeno em cada sonho disposto a se tornar aquilo que é
raven de edgar allan poe dizia nunca mais e eu penso que nunca mais é dizer sempre o mesmo
estadia nas sombras do tempo.
lombra decentemente vestida, sonhos de padaria esquecida
palavrs sem nexo aparente, espaço momento inerente
coluna vertebral aquecida, joelhos frouxos, temporas e timbres - atenção atenção atenção.

quantas palavras são necessárias para dizer aquilo que não se pode deixar quieto?
o que vale mais que a vida?
deve estar mesmo a distância entrte o tudo e o nada menor do que o silêncio e o olhar?
quantas vezes devo dizer até me calar?

um sonho sonhado por um sonhador de calabar.

ALGUMAS LETRAS DO REPERTÓRIO DO CANTADOR VITAL FARIAS!

Canção em dois tempos (Era casa, Era Jardim)

Vital Farias

Era casa era jardim
Noites e um bandolim
Os olhares na varanda
E um cheiro de jasmim
La ra la ra la ra la ra la ra
Era um telhado e um pombal
Melodia e madrigal
E ninguém nem percebia
Que o real e a fantasia se separam no final
La ra la ra la ra la ra la ra
Nunca mais se abriu janela prá ver donzela
Tão linda tão bela
Nem nunca mais barco a vela ou caravela
Canções de amor
Muita música
Hoje no céu um punhal
Uma canção marginal
Rasgando o poema e o peito
E todo sonho desfeito sem ninguém poder sonhar
La ra la ra la ra la ra la ra

Saga da Amazônia

Vital Farias

Composição: Vital Farias
Era uma vez na Amazônia a mais bonita floresta
mata verde, céu azul, a mais imensa floresta
no fundo d'água as Iaras, caboclo lendas e mágoas
e os rios puxando as águas
Papagaios, periquitos, cuidavam de suas cores
os peixes singrando os rios, curumins cheios de amores
sorria o jurupari, uirapuru, seu porvir
era: fauna, flora, frutos e flores
Toda mata tem caipora para a mata vigiar
veio caipora de fora para a mata definhar
e trouxe dragão-de-ferro, prá comer muita madeira
e trouxe em estilo gigante, prá acabar com a capoeira
Fizeram logo o projeto sem ninguém testemunhar
prá o dragão cortar madeira e toda mata derrubar:
se a floresta meu amigo, tivesse pé prá andar
eu garanto, meu amigo, com o perigo não tinha ficado lá
O que se corta em segundos gasta tempo prá vingar
e o fruto que dá no cacho prá gente se alimentar?
depois tem o passarinho, tem o ninho, tem o ar
igarapé, rio abaixo, tem riacho e esse rio que é um mar
Mas o dragão continua a floresta devorar
e quem habita essa mata, prá onde vai se mudar???
corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá
tartaruga: pé ligeiro, corre-corre tribo dos Kamaiura
No lugar que havia mata, hoje há perseguição
grileiro mata posseiro só prá lhe roubar seu chão
castanheiro, seringueiro já viraram até peão
afora os que já morreram como ave-de-arribação
Zé de Nata tá de prova, naquele lugar tem cova
gente enterrada no chão:
Pos mataram índio que matou grileiro que matou posseiro
disse um castanheiro para um seringueiro que um estrangeiro
roubou seu lugar
Foi então que um violeiro chegando na região
ficou tão penalizado que escreveu essa canção
e talvez, desesperado com tanta devastação
pegou a primeira estrada, sem rumo, sem direção
com os olhos cheios de água, sumiu levando essa mágoa
dentro do seu coração
Aqui termina essa história para gente de valor
prá gente que tem memória, muita crença, muito amor
prá defender o que ainda resta, sem rodeio, sem aresta
era uma vez uma floresta na Linha do Equador...

Pra Você Gostar de Mim

Vital Farias

Composição: Vital Farias
vou comprar dois automóveis
um pra mim outro pra ti
vou comprar mais dois imóveis
um prá mim outro pra ti
mas isso não constrói nada
porque o que você precisa
não se pode comprar
porque o que você precisa
não se encontra num bar
porque o que você precisa
é muito sim é muito singular
eu sou teimoso
eu vou comprar dois automóveis
um pra mim outro pra ti
vou comprar mais dois imóves
um pra mim outro pra ti
vou jogar toda esperança
numa conta de poupança
pra você gostar de mim
mais isso não costrói ...
vou levar você pra copa
vou lhe mostrar toda europa
pra você gostar de mim

Caso Você Case

Vital Farias

Caso você case
Não escreva a nota
Não destrave a porta
Não esteja morta
Não estrague a horta
Faca que não corta
Mulher semi-morta
Sem cara, sem fala, sem bala, sem hora, sem ala-á (bis)
É necessário tudo, mudo, surdo, absurdo
É necessário nada, fada, fanada, nada em fá
É necessário nada, tudo, mudo, surdo, absurdo
Nada em fá-fazer
Caso você case
Não escreva a nota no jornal
Não destrave a porta do quintal
Não esteja morta
Não estrague a horta
Faca que não corta
Mulher semi-morta
Sem cara, sem fala, sem bala, sem hora, sem ala-á (bis)
É necessário tudo, mudo, surdo, absurdo
É necessário nada, fada, fanada, nada em fá
É necessário nada, tudo, mudo, surdo, absurdo
Nada em fá-fazer
Caso você case
Não escreva a nota musical
Não destrave a porta do hospital
Não esteja morta
Não estrague a horta.

Ai Que Saudade D'ocê

Vital Farias

Não se admire se um dia
Um beija-flor invadir
A porta da tua casa
Te der um beijo e partir
Fui eu que mandei o beijo
Que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo
Ai que saudade de ocê
Se um dia você lembrar
Escreva uma carta pra mim
Bote logo no correio
Com frases dizendo assim:
-"Faz tempo que eu não te vejo,
quero matar meu desejo.
Te mando um monte de beijos
Ai que saudade sem fim."
E se quiser recordar
Aquele nosso namoro
Quando eu ia viajar
Você caía no choro
Eu chorando pela estrada
Mas o que eu posso fazer
Trabalhar é minha sina
Eu gosto mesmo é de ocê

Veja [Margarida]

Vital Farias

Composição: Vital Farias
Eu vou partir, pra cidade garantida, proibida
Arranjar meio de vida, Margarida
Pra você gostar de mim
Essas feridas da vida Margarida
Essas feridas da vida, amarga vida
Pra você gostar de mim
Veja você, arco-íris já mudou de cor
E uma rosa nunca mais desabrochou
E eu não quero ver você
Com esse gosto de sabão...na boca
Arco-íris já mudou de cor
E uma rosa nunca mais desabrochou
E eu não quero ver você
Eu não quero ver...
Veja meu bem, gasolina vai subir de preço
E eu não quero nunca mais seu endereço
Ou é o começo do fim...ou é o fim...
Eu vou partir, pra cidade garantida, proibida
Arranjar meio de vida, Margarida
Pra você gostar de mim
Essas feridas da vida Margarida
Essas feridas da vida, amarga vida
Pra você gostar de mim
Essas feridas da vida Margarida
Essas feridas da vida, amarga vida
Pra você gostar de mim
Essas feridas da vida Margarida
Essas feridas da vida, amarga vida
Pra você gostar de mim

Sete Cantigas Para Voar

Vital Farias

Cantiga de campo
de concentração
a gente bem sente
com precisão
mas recordo a tua imagem
naquela viagem
que eu fiz pro sertão
eu que nasci na floresta
canto e faço festa
no seu coração
Voa, voa, azulão.
Voa, voa, azulão.
Cantiga de roça
de um cego apaixonado
cantiga de moça
lá do cercado
que canta a fauna e a flora
e ninguém ignora
se ela quer brotar
bota uma flor no cabelo
com alegria e zelo
para não secar
Voa, voa no ar
Voa, voa no ar
Cantiga de ninar
a criança na rede
mentira de água
é matar a sêde:
diz pra mãe que eu fui pro açude
fui pescar um peixe
isso eu num fui não
tava era com um namorado
pra alegria e festa
do meu coração
Voa, voa azulão
Voa, voa azulão
Cantiga de índio
que perdeu sua taba
no peito esse incêndio
céu não se apaga
deixe o índio no seu canto
que eu canto um acalanto
faço outra canção
deixe o peixe, deixe o rio
que o rio é um fio de inspiração
Voa, voa azulão (3x)

Cantilena de Lua Cheia

Vital Farias

Composição: Vital Farias
Deus esteja nessa casa / em formato e coração

coração feito um menino / nordestino o destino

Na janela um pé de rosa / beija flor beija o quintal,

bem te vi, te vi, te vejo / que o desejo é natural

Companheiro, camarada / Nessa estrada da canção
cantilenas, dissabores / e os amores vãos

Violeiro quando toca / as cordas do coração

ficam presas entre abraços / nos acordes na canção

Vem que a lua já é cheia / tece a veia inspiração
passa a lenta a passarada / passará não passarão

Cantilena de lua cheia
Cantilena de lua cheia
Cantilena de lua, de luar, de lua cheia.
Cantilena de lua, de luar, de lua cheia.

Nave Mãe

Vital Farias

Composição: Vital Farias
Se é nota falsa desse acorde-me
Satisfaz bastante, eu vou poder cantar
E, dentro da noite o paraíso,
O meu sorriso se escondeu
Dentro do sol da Nave-mãe
O meu estágio é mais profundo
Descubro assim milhões de mundos
Pois este aqui vai se acabar
Eu sinto a falta desse amor
Que mais distante vai ficando
Na supervelocidade, e o amor se desmanchando
Eu sinto a falta desse amor
Se nesta canção não existir mais amor
Se dentro da noite o amor chegou ao fim
Fim de quem pensar que o amor vem, porque não vem
Porque não tem
Eu sinto a falta desse amor
Que mais distante vai ficando
Na supervelocidade, e o amor se desmanchando
Eu sinto a falta desse amor
Eu sinto a falta desse amor
Que mais distante vai ficando
Na supervelocidade, e o amor se desmanchando
Eu sinto a falta desse amor
Se é nota falsa desse acorde-me
Satisfaz bastante, eu vou poder cantar
E, dentro da noite o paraíso,
O meu sorriso se escondeu
Dentro do sol da Nave-mãe
O meu estágio é mais profundo
Descubro assim milhões de mundos
Pois este aqui vai se acabar
Eu sinto a falta desse amor
Que mais distante vai ficando
Na supervelocidade, e o amor se desmanchando
Eu sinto a falta desse amor
Que mais distante vai ficando
Na supervelocidade, e o amor se desmanchando
Eu sinto a falta desse amor
Que mais distante vai ficando
Na supervelocidade, e o amor se desmanchando
Eu sinto a falta desse amor

OUTRAS LETRAS ACESSEM OS SITES ABAIXO:

http://letras.terra.com.br/vital-farias/

http://www.vagalume.com.br/vital-farias/

http://www.cifras.com.br/vital-farias/

MINHA DISCOGRAFIA DETALHADA

Vital Farias
1978 - PolyGram



Disco de estréia de Vital Farias. Recebido pela crítica especializada - Zuza Homem de Melo (Folhade São Paulo), Sergio Cabral (Jornal OGlobo-RJ), entre outros - como uma das mais importantes obras realizadas naquela ocasião. O crítico e historiador da música brasileira José Ramos Tinhorão (CadernoB - Jornal do Brasil-RJ) se referiu a Vital Farias da seguinte forma:"O compositor Vital Farias tem a grandeza dos arranjos de quem conhece e domina
a matéria, sendo um dos maiores entre todos estes."

  • Canção em Dois Tempos (Era casa, era jardim)
  • O Sobreassalto
  • Bate com o Pé o Xaxado
  • Bandeira Desfraldada
  • Via Crucis da Mulher Brasileira
  • Alice no Curral das Maravilhas
  • Deixe de Afobação
  • Expediente Interno
  • Poema Verdade
  • Caso Você Case
  • Ê Mãe
  • Estudo nº 22

  • Taperoá 1980 - CBS



Este disco foi dedicado a mãe do compositor, Olívia Farias. "Tudo vai bem" teve a sua letra bloqueada pela censura da época, haja visto que reinava, plena e pinpona, a democradura militar de 64.
  • Pra Você Gostar de Mim
  • Eu Sabia, Sabiá
  • Assim Diziam as Almas
  • Nave Mãe
  • (Tudo Vai Bem) Nós Sofre Mais Nós Goza
  • Repente Paulista
  • Tema de Beija-flor
  • Veja (Margarida)
  • Meu Coração Por Dentro
  • General da Banda
  • Prazer Pelo Avesso

  • 1982-Sagas Brasileiras Lança (PolyGram)


Fazem parte deste lançamento as antológicas sagas:Saga da Amazônia, Saga de Severinim e Saga do Boi de Mamão, esta última oferecida ao Mestre Antõim do Boi de Mamão de Taperoá. Forrofunfá é uma outra homenagem ao maior folista de oito baixos que o mundo já produziu: Abdias dos Oito Baixo, natural de Taperoá e primo do Vital Farias. Belo Belo é um estudo para violão oferecida a Herminio Belo de Carvalho, e Sete Cantigas para Voar,oferecida a sua amiga-irmã Elba Ramalho.
  • Do Meu Jeito Natural
  • Forrofunfá (A Abdias dos 8 Baixos)
  • Sete Cantigas Para Voar (A Elba Ramalho)
  • Ai Que Saudade D'ocê (Vital Farias)
  • Saga de Severinin
  • Saga da Amazônia
  • Trem da Consciência
  • Belo Belo
  • Apesar da Solidão
  • Saga do Boi de Mamão

    1985-Do Jeito Natural - Coletânea PolyGram


    Esta coletânea reúne as obras mais expressivas do cantador.

  • Canção em Dois Tempos
  • Bate com o Pé o Xaxado
  • Sete Cantigas Para Voar (A Elba Ramalho)
  • O Sobreassalto
  • Deixe de Afobação
  • Forrofunfá (A Abdias dos 8 Baixos)
  • Caso Você Case
  • Do Jeito Natural
  • Ê Mãe
  • Poema Verdade
  • Expediente Interno
  • Ai que Saudade de Ocêlink:

    1984-Cantoria I-Com Elomar,Xangai,G.Azevêdo-Vivo
    Kuarup Discos


    O tempo,que faz todas as concessões, menos voltar atrás, se encarregou de documentar esses momentos que foram vividos em diferentes lugares deste país chamado Brasil; desde Salvador (Teatro Castro Alves), aonde foi gravado ao vivo a Cantoria 1, até Cantoria 2, que foi gravado em diferentes lugares, como, por exemplo: Rio de Janeiro (Sala Cecília Meireles), São Paulo (Teatro de Cultura Artística), Campinas - SP(Centro de Convivência), Belo Horizonte (Palácio das Artes), Brasília(Teatro Nacional Villa Lobos). Finalizando este sonho real que durou mais ou menos a vida inteira. Definitivamente. (Vital Farias)

    * Desafio do Auto da Catingueira
    * Novena
    * Sete Cantigas para Voar
    * Cantiga do Boi Incantado
    * Kukukaya (Jogo da Asa da Bruxa)
    * Ai que Saudade de Ocê
    * Ai d'eu Sodade
    * Semente de Adão
    * Cantiga do Estradar
    * Violêro
    * Saga da Amazônia
    * Matança
    * Cantiga de Amigo

    1988-Cantoria II-c/Elomar,Xangai e G.Azevêdo-Vivo Kuarup Discos

* Desafio do Auto da Catingueira
* Repente
* Novena
* Era Casa, era Jardim / Veja Margarida
* Sabor Colorido
* Moça Bonita
* Na Quadrada das Águas Perdidas
* Cantilena de Lua Cheia
* Arrumação
* Suite Correnteza
* Barcarola do São Francisco
* Talismã
* Caravana
* Estampas Eucalol
* Saga de Severinin
* Cantiga de Amigo

2002-Uyraplural-Giovanna Farias & Vital Farias
Cd Giovanna Farias - Uyraplural - 2002 - Vital Farias - MPB
Uyrapluralé o título do disco de estréia da cantora Giovanna Farias, filha do compositor Vital Farias. Lançado de forma independente (pela gravadora Discos Vital Farias) e com produção e concepção a cargo de Vital, o álbum de Giovanna traz composições de Waldemar Henrique (Tamba-tajá e Uyrapuru), Juvenal Pedro da Silva (Quem Vive Assim Como Eu) e Gilvan Santos (Ciranda de Terreiro), mas é nas canções do próprio Vital - que assina 15 das 21 faixas - que o repertório se baseia. O CD é apenas o primeiro dos quatro lançamentos que o selo do compositor paraibano prepara para este ano; em breve sairá o disco Vital Farias ao Vivo e aos Mortos Vivos, gravado ao vivo.

Faixas:
Cd1
A Palavra Amor
Ai Que Saudade D'ocê
Caba-Véi
Cantiga De Passarinho
Cantilena De Lua Cheia
Cantilena Nº 3
Caso Você Case
Caso Você Case (Ao Vivo No ATL Hll)
Ciranda De Terreiro
Era Casa Era Jardim
Link:

Cd2
Não Jogue Lixo No Chão
Quem Vive Assim Como Eu
Saga De José E Maria
Saga Do Boi De Mamão
Saga Do Cigano Anastácio
Sete Cantigas Para Voar
Tamba-Tajá
Uyrapuru
Veja [Margarida]
Via Crucis Da Mulher Brasileira
Vitalizar

VITAL FARIAS - Minha história e discografia oficial!

http://3.bp.blogspot.com/_g5ThKIeDbiI/S7uE56M-g8I/AAAAAAAAANE/O9vOPOS12zU/s1600/vital%2520farias%5B1%5D.jpghttp://blogdoleunam.files.wordpress.com/2011/05/vital-farias.jpg?w=400&h=300
http://www.maispb.com.br/ew3press/conteudo/2010/20100116224009/20100116224009_06.jpghttp://3.bp.blogspot.com/_p4u7ucDS8dU/TH5-ALKy7JI/AAAAAAAAAug/iYmScrEfjgM/s1600/DSC03836.JPG

No começo, em Taperoá

Vital Farias fez seus primeiros estudos em casa, com seus irmãos mais velhos, lendo folhetos de cordel, ainda na Pedra D'Água, sítio onde nasceu, no município de Taperoá - Paraíba. Logo depois, começou seus contatos com a cidade de Taperoá, onde cursou o primário no Grupo Escolar Felix Daltro. Fez exame de admissão e parte do ginásio na Escola Professor Minervino Cavalcanti, que funcionou no mesmo grupo escolar, idealizado pela então benfeitor e amigo de todos nós Dr. Adonias de Queirós Melo (dentista,homem de muito amor pelas causas educativas).

Ave de arribação

Migrou para João Pessoa para servir o exército brasileiro (15º Regimento de Infantaria), onde passou dez meses e quinze dias. Saindo do exército, continuou seus estudos no Lyceu Paraibano em plena ditadura militar. Nesse tempo já compunha e já se sentia um cantador, pois as suas origens reclamavam da cultura do seu povo e trazia nas suas memórias,desde criança, muitas cenas em Taperoá e nos sertões vizinhos da profunda covardia do sistema capitalista que esmaga e oprime o trabalhador. Mas, por força das circunstâncias "lei da sobrevivência"formou um conjunto de iê-iê-iê juntamente com Floriano, Cecílio Ramalho e Golinha ao estilo The Beatles, que na época incendiou com suas canções belíssimas o mundo inteiro. Apesar disso, Vital não se esqueceu das cantigas de seu povo, das ladainhas, das incelenças e cantilenas e paralelamente desenvolvia um trabalho onde contemplava suas origens.

Suando a camisa

Na década de 70 foi professor do estado,ministrando aulas de teoria e violão por música, tendo como orientador Fidja Siqueira, Pedro Santos, Gerardo Parentes, Bento da Gama, entreoutros. Paulatinamente conviveu e participou no Teatro Santa Rosa devários trabalhos teatrais: ora como músico, ora como ator, ora como criador. Realizou alguns trabalhos de cinema. Com essa experiência,anos depois já no eixo Rio-São Paulo participou do premiadíssimo filme O HOMEM QUE VIROU SUCO (primeiro lugar no festival internacional de Moscou-1981). Atuou como diretor musical e roteirista poético.

No Pau-de-Arara

Em 1975 rumou para o Rio de Janeiro. Lá chegando, participou da peça do Diretor Luis Mendonça LAMPIÃO NO INFERNO juntamente com Pedro Osmar,seu companheiro de viagem e ex-aluno, Elba Ramalho, Tânia Alves, Kátia de França Imara Reis, Tonico Pereira, Madame Satã, Hélio Guerra, Joel Barcelos, Walter Breda, Damilton Viana, entre outros. Por outro lado,seguia seu sonho de poeta-cantador, compondo, participando das questões sociais e políticas do Brasil, chegando a participar da peça GOTA DÁGUA, de Chico Buarque e Paulo Pontes, seu amigo. Continuou, como sempre, alimentando seu desejo. Fez vestibular na CESGRANRIO, onde foi aprovado para o curso da Faculdade de Música, onde se formou em 1981.Nesse espaço de tempo teve orientação de arranjo e regência com os professores e Maestros Radamés Gnatali e José Alves de Sousa, ex-padre e professor-diretor da faculdade de música.

Poucos, porém grandes parceiros

Vital, por ser um cantador bisexto,nunca teve muitas parcerias. A não ser com Livardo Alves, Jomar Souto, com a obra Eu sabia, Sabiá, isso na Parahyba e depois com Salgado Maranhão, já no Rio de Janeiro, onde morou na casa do estudante universitário em Botafogo. Só para não esquecer, a ditadura campeava cerceando direitos e maltratando quem fizesse a verdadeira arte cidadã neste país, sendo achacado, diversas vezes impedido de cantar certasobras, etc. etc. etc.

Aleluia, habemus disco

Em 1978 faz na Polygram seu primeiro LP (VITAL FARIAS). Laureado por toda crítica brasileira, inclusive pela maior autoridade da crítica especializada no país José Ramos Tinhorão - historiador e crítico do Jornal do Brasil.Durante todo esse tempo, Vital continuou lendo, debatendo, fazendo palestras, cantorias. Seu trabalho, como é do conhecimento de todos nós, é um trabalho polêmico no que concerne ao Humano, Social,Político, Ecológico etc.

O resto é de domínio público. (se quiser saber de tudo que aconteceu com Vital Farias, pergunte a DEUS...)

Taperoá - Parahyba - Nordeste - Brasil - América do Sul - Ocidente - Planeta Terra - Via Láctea -AMÉM

Discografia:

1978-Vital Farias
1980-Taperoá
1982-Sagas brasileiras
1984-Cantoria I-com Elomar, Xangai e Geraldo Azevêdo-ao vivo!
1985-Do jeito natural
1988-Cantoria II-com Elomar, Xangai e Geraldo Azevêdo-ao vivo!
2002-Uyraplural com Giovanna Farias